FRATURA DE PÊNIS



FRATURA DE PÊNIS
23/1/2012 O que é?
A fratura de pênis é o rompimento dos corpos cavernosos conseqüente a um trauma durante a ereção. É um acidente raro.
Quando e como ocorre?
O pênis pode ser fraturado,
mas tal fratura ocorre nos chamados
"corpos cavernosos" do pênis,
que são estruturas semelhantes a
"balões" que se inflam e retêm
o sangue durante a ereção.
A analogia serve: um balão é
"mole" quando vazio e "duro" quando repleto.
A fratura peniana ocorre quando uma força externa é aplicada sobre os corpos cavernosos durante a ereção. Nesse período, as camadas (túnica albugínea) que envolvem os corpos cavernosos perdem sua elasticidade e ficam mais finas. A grande pressão interna dos corpos cavernosos, quando encontra uma força externa, faz com que haja uma ruptura da túnica albugínea geralmente transversal.
Vários mecanismos causando a fratura peniana são citados na literatura.
o  mais comum é no coito vaginal, quando o pênis escapa do interior da vagina, chocando-se contra o períneo ou contra a sínfise púbica (osso). Os corpos cavernosos tendem a se curvar de uma maneira extrema com conseqüente fratura.


Outro mecanismo descrito como causa de ocorrência de fratura, também durante relações sexuais, é quando a mulher fica na posição “por cima”.
A tentativa de desfazer a ereção com a mão, curvando o pênis para baixo, já foi descrito como possível causa de fratura do pênis.
A interrupção rápida e inesperada do ato sexual (por exemplo, por presença inoportuna de criança no quarto), também já foi relatada como causa de fratura peniana.
O rompimento dos corpos cavernosos pode ser mínimo, bem como pode envolver estruturas vizinhas, tais como o corpo esponjoso e a uretra.
Como se manifesta?
Quando ocorre a fratura, os pacientes relatam ouvir um “estalo” acompanhado de dor e perda da ereção. Há formação de hematoma com aumento e deformidade do pênis. Se a uretra foi atingida, dificuldade para urinar ou sangue na urina acompanham o quadro clínico.
Como se faz o diagnóstico?
A história do paciente e os achados de exame físico fazem facilmente o diagnóstico.
Em alguns casos mais complexos, há necessidade de outras informações, tais como:
a extensão da ruptura,
presença de envolvimento dos dois corpos cavernosos,
se a uretra foi atingida.
Nesses casos, exames radiológicos – cavernosografia, uretrocistografia – podem ser solicitados.
Como se trata?
O tratamento da fratura peniana foi controverso durante muito tempo. Alguns autores propunham tratamento conservador e não cirúrgico através de analgesia, antiinflamatórios, antibióticos, supressão da ereção e curativos compressivos.
Entretanto, era alta a ocorrência de complicações, tais como fibrose deformante do pênis, formação de abscessos, placas de corpos cavernosos.
Atualmente, o tratamento cirúrgico é o mais utilizado, realizando-se
drenagem do hematoma,
controle da hemorragia,
sutura da ruptura dos corpos cavernosos e da uretra - quando esta ocorrer.
O tratamento conservador está indicado em fraturas pequenas com hematomas pequenos e rupturas mínimas de corpos cavernosos.
Qual é o prognóstico?
Quando tratada precocemente, a fratura peniana tem bom prognóstico. O tratamento conservador e o cirúrgico, quando indicados corretamente, fazem com que o pênis volte ao seu estado natural. Há casos em que o paciente fica constrangido com a situação, não procurando o médico. Nessas situações, pode haver aumento da hemorragia com conseqüente formação de um hematoma ainda maior, deformidades importantes do pênis, formação de abscesso, coleção anormal de urina extravasada da uretra, piorando o prognóstico.
A fratura pode causar impotência sexual (disfunção erétil). Se o tratamento for mal conduzido, pode ocorrer fibrose de corpos cavernosos com formação de placas no seu interior.
O tecido erétil, portanto, é substituído por tecido não erétil, levando a uma incapacidade de se conseguir ereção.


http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?512
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