INFECÇÃO URINÁRIA


O que é?    26/1/2012
É a infecção bacteriana mais comum no ser humano sendo só ultrapassada pela gripe de origem viral. Trata-se da presença de bactérias na urina. Essas bactérias multiplicam-se com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é instituído. As bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, até o rim, causando pielonefrite. As infecções urinárias são mais freqüentes na mulher e no homem na terceira idade.
Causas
A urina que é secretada (produzida) nos rins é estéril.
Ela pode se infectar quando bactérias se multiplicam em redor da uretra (colonização) para, logo após, ascenderem (subirem) através desta, penetrando na bexiga (via ascendente). Elas podem se manter na bexiga ou continuar na subida até o rim. Outras vias de entrada de bactérias no aparelho urinário são: sangue e vasos linfáticos.
A colonização de bactérias no trato urinário pode ser facilitada por diversos fatores como, por exemplo:
Obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de uretra.
Doenças neurológicas: mielomeningocele, traumatismo de coluna.
Corpo estranho: sonda vesical, cálculo urinário (pedra nos rins).
Doenças bastante conhecidas estão freqüentemente associadas com infecção urinária como o diabetes. Pacientes imunológicamente deprimidos (AIDS, câncer) estão mais propensos a se infectarem.
A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é a Escherichia coli. Já os pacientes hospitalizados (infecção hospitalar) apresentam germes diferentes, como aPseudomonas aeruginosa, geralmente mais resistentes aos antibióticos.
O que se sente?
Geralmente os sintomas estão relacionados ao órgão (bexiga, rim) afetado. Quando a bexiga (cistite) ou a próstata (prostatite) estão envolvidas é comum:
Aumento da freqüência urinária (polaciúria).
Dor para urinar (disúria).
Micção imperiosa (urgência).
Febre (na prostatite)
Sangue na urina (hematúria)
Quando o rim está envolvido, além dos sintomas acima, poderão ocorrer:
Dor lombar.
Febre.
Calafrios.
Náuseas, vômitos, mau estado geral.
Na infecção urinária, a urina poderá se tornar fétida, opaca ou escura.
Como é feito o diagnóstico?
Através das queixas do paciente e do exame físico pode se suspeitar de infecção urinária. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito com a coleta da urina (jato médio) a fim de se realizar exame de urina (urocultura - cultura de bactérias na urina). Contagem de germes superiores a 100 mil bactérias por mililitro é considerada infecção urinária. Nesse mesmo exame vários antibióticos são testados com a finalidade de orientar o médico na escolha do melhor tratamento.
Faz parte da avaliação do paciente, principalmente em situações mais graves (infecçaõ urinária complicada), o estudo do aparelho urinário como um todo.
Nestes casos, solicita-se ecografia abdominal total, urografia venosa,cintilografias renais, tomografia computadorizada abdominal total,etc.
Como se trata?
O tratamento consiste em medidas gerais (alta ingestão de líquidos, cuidados de higiene) e na escolha precisa de antibióticos, geralmente baseada na urocultura.
Trimetroprim, nitrofurantoína, norfloxacin e cefalosporinas são exemplos de drogas freqüentemente usadas na infecção urinária. A gravidade dos sintomas também influi na escolha da medicação, sendo que em alguns casos há necessidade de internação hospitalar para melhor controle do paciente e para administração venosa de antibióticos.
Como se previne?
Na prevenção é importante uma ingesta significativa de líquidos (2 a 3 litros por dia), urinar antes de dormir e após relações sexuais, evitar banhos de imersão ou duchas verticais. Cuidados de higiene são essenciais.
Entretanto, mesmo com os cuidados acima, muitas vezes a infecção se instala mostrando que fatores ainda não muito bem entendidos estão presentes.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
O que causa essa doença?
Como foi que eu "peguei" essa doença?
Infecção urinária pode causar câncer?
Essa doença é transmissível? É contagiosa?


Especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre o assuntoPor Paula Desgualdo


O que é infecção urinária? 
Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O líquido que enche a bexiga é estéril - ou seja, livre de bactérias. Mas, quando esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. "Em 85 % dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia coli, que integra a flora intestinal", ressalta Fernando Almeida, professor de urologia da Universidade Federal de São Paulo

Existem tipos diferentes? Sim. O mais comum é a infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite. 

Quais são os sintomas? 
"Os clássicos são dor e ardor na hora de urinar", afirma Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra doHospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Pode haver também um aumento da frequência de idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar acompanhado de febre. 

A doença é transmissível? 
"Definitivamente, não", assegura Fernando Almeida. Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais, porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de parceiro, a incidência é comprovadamente maior. 

Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres? 
Elas têm o canal da uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por mais tempo que os homens - um prato cheio para as bactérias se proliferarem. 

Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência? 
Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo. 

Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção? 
Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra. 

Os homens estão livres da doença? 
Não é bem assim. É verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também acomete a ala masculina. 

Ela é mais frequente em pessoas idosas? 
Sim. "A resistência diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que deixam a região pélvica mais sensível", diz Eduardo Zlotnik. 

Existe alguma forma de prevenir? 
Segundo Zlotnik, a recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito espaçadas. "Assim você vai limpando o trato urinário", explica. Urinar depois das relações sexuais e evitar banhos de imersão também ajudam.


GOOGLE IMAGENS
ABC DA SAUDE
SAUDE ABRIL

Nenhum comentário:

Postar um comentário